BIDAmérica: A universidade no meu quarto
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Ilustração de Jorge Ilieff.

A universidade no meu quarto

Poderá a Internet trazer as melhores universidades para dentro dos lares latino-americanos?

Paul Constance São nove horas da noite em Lima, Peru, e os quatro filhos pequenos de Carolina Barriga finalmente estão dormindo. A televisão está desligada, o telefone parou de tocar e a casa está razoavelmente arrumada. Ela não perde a chance: vai trabalhar no seu mestrado. Carolina vai para o computador, entra na Internet e vê que seu professor de marketing mandou uma resposta detalhada a uma questão apresentada por ela sobre a aula do dia anterior. Além disso, anexou à mensagem um clip de vídeo com outra aula sobre o mesmo assunto. Carolina vê o clip no computador, imprime um capítulo de um livro-texto que precisa resumir para o resto da turma e passa informações, também por e-mail, a um grupo de colegas com quem está trabalhando no plano simulado de um empreendimento comercial. Pouco antes de meia-noite, ela finalmente se desliga do sistema e vai dormir. A professora de Carolina mora em Monterrey, no México. Seus alunos estão espalhados por meia dúzia de países latino-americanos. E sua sala de aula só existe no espaço cibernético. Carolina é um dos 80.000 estudantes da América Latina que se inscreveram em cursos virtuais oferecidos pelo Instituto Tecnológico de Estudos Superiores de Monterrey (ITESM). A maioria desses cursos funciona mediante uma combinação de aulas televisionadas via satélite e recursos baseados na Internet. Segundo Carlos Cruz, decano da Universidade Virtual do ITESM, daqui para 2005 o grosso das aulas virtuais só será transmitido pela Internet. [Veja à direita entrevista com Cruz.] Na América Latina, a educação universitária virtual, ainda rejeitada em certos meios como um sonho futurista, já é uma realidade. Distante, mas pessoal. Quando Carolina resolveu tentar um mestrado, após anos de trabalho c
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